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UM CASO PARA SE PENSAR...


Era uma vez dois amigos inseparáveis que acreditavam piamente na existência de uma segunda vida depois de ter passado pela primeira aqui na Terra e cada um deles tinha uma opinião formada acerca do assunto.

O primeiro entendia que as almas das pessoas que morriam saiam dessa dimensão para uma melhor e, em chegando lá, nesse novo “lugar”, se comunicavam entre si por meio de sinais. O segundo, menos entusiasta que o primeiro, afirmava que as almas, quando deixavam os corpos das pessoas, não iam embora; ficavam “convivendo” por algum tempo com os vivos aqui na Terra e depois eram abduzidas por discos voadores.

Viveram por longos anos sustentando suas idéias, ora concordando com alguns detalhes das idéias do outro, ora achando-as absurdas, até o dia em que tiveram de partir...

No entender dos proseadores que vivenciaram temas análogos naquela época, eles eram detentores de idéias extraordinárias, uma mais esdrúxula que a outra, e afirmavam que essa convivência amigável serviu o tempo todo para alimentar a esperança que eles tinham de buscar um bom lugar para passar o resto da “outra vida", um ao lado do outro.

Tudo estava indo muito bem até que certo dia, sem que se apercebessem das voltas e reviravoltas que esta primeira vida daria, eles foram convidados a mudar de lado, ou seja, a passar dessa vida para a “outra” de quem eles tanto falavam.

Em princípio, eles tiveram um susto muito grande com a chegada dos convites e, a partir desse episódio inusitado, ocorreram inúmeros momentos de muita instabilidade emocional na vida de cada um deles, seguidos de muito choro.

Contam os proseadores que ainda estão em atividade aqui na Terra que o motivo principal dessa “choradeira” teve muito a ver com algo que eles receavam que não fosse ocorrer quando eles estivessem “do lado de lá”: a manutenção de uma velha amizade.

Fazendo minhas as dúvidas desses dois amigos inseparáveis, eu acabo me perguntando:

- Será que em chegando “do lado de lá” haveria mesmo alguma possibilidade de eles ficarem perto um do outro, proseando, contando causos o tempo todo, como o faziam por aqui?

Enquanto estou por aqui, aguardando o meu convite, eu imagino que este seja mais um caso para se pensar...
Germano Correia da Silva
Enviado por Germano Correia da Silva em 16/01/2011
Alterado em 17/01/2011
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