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DE OLHO NA PRÓXIMA ELEIÇÃO...
 
Jô Formigão, figura emblemática da comunidade Cafundós de Judas, está muito preocupado com o rumo que os atuais acontecimentos da política partidária do nosso país está tomando e na condição de representante político de sua comunidade ele entende que nosso Brasil, por se tratar de um país continente, tem grandes diferenças regionais e infraestruturais e por mais que queiramos negar, somos um país de pobres e ricos, aos extremos.

Segundo sua visão popular, vivemos numa nação formada por algumas pessoas que se dizem representantes do povo, mas por trás dessa máscara política elas ostentam um egoísmo acima de qualquer suspeita, sobretudo quando o assunto é a assunção e a manutenção do poder adquirido através do voto.

Ele afirma, sem medo de errar, que futebol e política são bem parecidos e que, em ambas as situações e em determinados momentos, suas “torcidas” se apegam às cores de seus “times” e lutam por eles como se fosse a última “batalha” a vencer no decorrer de suas vidas.

Afirma, ainda, que os representantes dos times de futebol e dos partidos políticos não são diferentes em nenhum momento; os dois lados sempre estiveram visando à consecução do crescimento de suas instituições, acompanhados, evidentemente, de uma possível “engorda” de suas contas bancárias.

Ele acompanha com muita ansiedade o desenrolar dos atuais acontecimentos políticos e sociais e não vê a hora de tudo isso ter um fim, ao tempo em que conclama com euforia.

– O impeachment da nossa presidenta está a caminho de ser conseguido e uma nova eleição presidencial estará por vir, minha gente – vamos lutar bravamente!

Mais tarde, um pouco menos eufórico que antes, ele procura refletir a respeito de tudo o que está acontecendo e conversando com seus botões, justamente pensando no que há por vir, imagina:

– Se a presidenta cair agora, fatalmente haverá uma eleição para escolher um novo presidente, mas quem será esse novo presidente? - e prossegue imaginando:

– Por um dos lados estará o representante de um partido majoritário que, noutros tempos, especificamente durante o período em que “mandou” e “desmandou” neste país, tendeu a enxergar o lado das pessoas mais abastadas. Já pelo outro lado, estarão representantes de mais partidos e, certamente, alguns deles, ostentando cacoetes e ideias altruístas, querendo, por certo, manter sua tendência de “subsidiar” e “assistir” a pobreza, como fora feito recentemente pelo partido que está sendo julgado, visando à perpetuação no poder (
mas não deu certo), poderão querer ter seu lugar ao sol.

Mais adiante, ele para de novo para pensar e se conforma que ricos e pobres são seres humanos, dotados de raciocínio lógico e/ou ilógico que deveriam pensar da mesma maneira, mas não o fazem e os representantes do povo, também.

Diante desse impasse e da impossibilidade de convivência pacífica de futuros vencidos e vencedores, após a futura eleição, caberá a cada um dos eleitores, partidário ou não, decidir o que quer fazer da própria vida e esbraveja:

– Vamos deixar os ricos cada vez mais ricos e poderosos ou os pobres cada vez mais pobres e miseráveis? Eu, particularmente, faço parte da classe de trabalhadores da economia informal, sem carteira assinada e, por mais que me esforce não consigo acreditar nas promessas “tentadoras” que ouvirei futuramente durante a realização da próxima campanha eleitoral e lhe pergunto:

- Você, trabalhador da ativa, com carteira assinada, que deve ter seu emprego efetivo ou está prestes a encontrar seu lugar ao sol, já decidiu em quem acreditar?

Depois de tudo isso que já passamos e que ainda poderemos passar, você já tem em mente qual o projeto político satisfará seus anseios e necessidades futuras?

 Reflita um pouco e acaso o “projeto” de crescimento e/ou cerceamento de sua futura posição socioeconômica daqui pra frente estiver inserido nas propostas de algum deles é sua hora e vez de decidir – concluiu
Germano Correia da Silva
Enviado por Germano Correia da Silva em 19/03/2016
Alterado em 19/03/2016
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