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SÍNDROME DO PATA-CHOCA

Jô Formigão nasceu e cresceu em meio às criações de galinhas e de patas chocas, também; é um cidadão de origem humilde na acepção real da palavra, sendo que teve uma convivência meio urbana e meio rural durante uma boa parte de sua vida, mas nem por isso achou que deveria encarar alguns dos momentos de dificuldades do seu dia a dia na condição de um pata-choca.

Entende que as facilidades da politica social desenvolvida pelo governo atual, seguindo o andar da carruagem dos governos anteriores, condicionaram alguns cidadãos trabalhadores que antes reclamavam um pouco, mas faziam algo em prol de si mesmos, a ficarem inertes, sentados à frente de suas casas, apoiando o queixo no cabo da enxada, esperando que algum homem público benevolente os acolha de forma temporária e, se possível, definitivamente.

Ele receia que sua gente continue sendo acometida pela síndrome do pata-choca, que é aquela situação cômoda em que alguém fica dependente do governo, e se põe a olhar as nuvens brancas no céu, e em alguns momentos fica tomando o lugar de alguém ou de alguma coisa e que não se mexe para nada por nenhum motivo.

Outrossim, ele afirma que a aparição de programas sociais de cunho eleitoreiro tem obrigado alguns cidadãos a viverem na dependência das benesses por eles trazidos. Geralmente, esses programas são criados de forma contingencial e permanecem em evidência apenas e tão somente pelo tempo que o seu criador os acha interessantes.

- Novas eleições em âmbito nacional se aproximam e novos messias, disfarçados de candidatos a salvadores da pátria, aparecerão com suas pautas de governo antes nunca colocadas em prática, para seduzirem seus eleitores e o farão de uma forma tão convincente que alcançarão os objetivos traçados na sua plenitude – afirma – sem medo de errar.

Na condição de neopolitico, o homem público Jô Formigão, contingencialmente, continua fazendo parte dessa camada social seleta. Ele jura que está trabalhando no meio dos outros que estão em evidência na intenção de fazer diferente de tudo o que já foi feito antes, visando única e exclusivamente a ajudar seu povo a enfrentar as agruras do dia a dia de cada um munícipe em particular.

 
Afirma de mãos postas e pés juntos, que dessa vez o pais sairá da crise que os governantes anteriores criaram e que nós, na condição de eleitores convictos, iremos saber escolher o melhor messias a nos representar na próxima gestão salvadora da pátria.
 
- Se assim não o for – assevera o novo candidato - quando vierem as próximas eleições os novos messias farão com que a crise deixada pelos governantes anteriores seja saneada através de ações proativas dos que forem novamente eleitos. E assim caminhará a humanidade. - sorriu discretamente.


 
Germano Correia da Silva
Enviado por Germano Correia da Silva em 06/01/2018
Alterado em 06/01/2018
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