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UMA BREVE ESTÓRIA DE VIDA - EPISÓDIO VI

ESPERANDO O TEMPO PASSAR...

 

Dentre os ditados populares nacionais meio bizarros, que poderiam servir para ilustrar sua situação sentimental um tanto quanto apática após a segunda separação, dessa pessoa, personagem central desta estoria, ela escolheu esse que nos diz: “camarão que dorme a onda leva” e em pensando seriamente nessa singela analogia, bem como procurando trazê-la como forma de entendimento para o lado real do dia a dia humano, chegou à conclusão de que quem é descuidado, acomodado ou desatento, perde algumas oportunidades e acaba sendo prejudicado pelas mais diversas circunstâncias da vida. A similaridade desse adágio popular com a vida real também nos ensina que assim como o camarão lá no seu habitat que é o mar, todos devemos ficar atentos para não sermos, igualmente, arrastados pela correnteza, que são as adversidades do nosso dia a dia. Mas, afinal, o que essa pessoa deveria fazer então? Deveria tentar ou não, novamente, uma nova vida a dois?

Depois de pensar e repensar o que tinha feito até então com sua vida sentimental, quis dar uma nova oportunidade para seu coração e pouco tempo depois de ter terminado seu segundo relacionamento encontrou uma pessoa que entendeu na época seria a pessoa ideal para tocar em frente uma nova vida a dois e assim, sem muito titubear, decidiu arriscar outro recomeço.

Inicialmente, quando seus pais souberam dessa sua decisão, e talvez com receio que ela fosse dar uma nova cabeçada, foram contra a sua nova atitude que era, de em pouco tempo, querer assumir novo relacionamento, que segundo seus pais ela seria um tanto quanto precipitada.

Contra tudo e contra todos, decidiu ficar com essa nova pessoa, que em princípio não foi bem aceita pelos seus pais, mas desta feita decidiu ir morar na sua própria casa que a tinha deixado alugada, tão logo saiu dela após a separação do seu segundo relacionamento.

Depois de algum tempo de convivência com essa nova pessoa, percebeu que não era a falta de alguém ao seu lado que lhe fazia ser uma pessoa insegura e ali entendeu que tal pensamento se tratava de um ledo engano.

Os problemas existenciais que tinha vivido nos dois relacionamentos anteriores e que culminaram com aquelas separações passadas, passaram a se repetir nesse novo relacionamento e  passou a ficar sem chão e em razão disso voltou a adoecer novamente.

Algum tempo depois fez um tratamento intensivo, visando uma readaptação para com o seu desempenho no seu ambiente de trabalho, em razão de sua dificuldade de conduzir suas tarefas diárias a contento, sendo que isso acabou ocasionando a retirada dos beneficios pecuniarios de suas funções remuneradas e gerou com isso uma pequena redução nos seus vencimentos.

Ainda assim, mesmo com a presença de uma nova pessoa para viver ao seu lado e dividir consigo as dificuldades do a dia a dia de um casal normal, continuou se sentindo triste e com ligeiros sintomas de cunho depressivos.

Às vezes, até se perguntou: o “porquê” das coisas e algumas pessoas, às vezes, até de sua família, não conseguirem entender o que se passava consigo, sendo complicado para ela expressar e compreender o que realmente estava sentindo. Aos poucos, mas de forma progressiva, estava ficando dependente dos medicamentos que os médicos tinham receitado, mas era com eles que se sintia melhor...

Enfim, entre o momento vivido em um dia e do outro que estava por vir, só lhe restava esperar o tempo passar...

Germano Correia da Silva
Enviado por Germano Correia da Silva em 22/06/2026
Alterado em 20/09/2026

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